cadoz

27/02/2011

Bancos comuninários são ferramentas para erradicação da miséria

Crédito e inclusão bancária para a parcela mais pobre da população

Blog do Planalto – Sábado, 26 de fevereiro de 2011 às 14:02

Você acreditaria se dissessem que há, no Brasil, bancos cujos ‘donos’ são trabalhadores, pequenos empresários e donas de casa, geralmente de localidades muito pobres, que emprestam dinheiro a juros zero e, além de tudo, utilizam moedas próprias e não o real? Esses bancos – os chamados bancos comunitários – são realidade em 48 localidades espalhadas pelo Brasil e, até o fim de 2012, serão cerca de 200 unidades, resultado de parceria entre o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e o Ministério da Justiça (MJ) que levará o banco comunitário a todos os Territórios da Paz.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Planalto, o Secretário Nacional de Economia Solidária do MTE, Paul Singer, disse que mais do que distribuir crédito, os bancos comunitários são instrumentos de inclusão social e erradicação da miséria, uma vez que têm como foco a parcela mais pobre da população e fazem girar a economia e o comércio nessas localidades.

29/01/2011

Cooperativas devem ser alternativa de trabalho para 3 milhões em 2011

Vinicius Konchinski – Repórter da Agência Brasil10:51 29/01/2011

São Paulo – As cooperativas e associações devem servir como alternativa de trabalho e renda para pelo menos 3 milhões de pessoas neste ano. Mesmo com a queda histórica do desemprego, empreendimentos da chamada economia solidária devem crescer em 2011 e ocupar cada vez mais trabalhadores interessados em participar da gestão de seus próprios negócios.

A previsão é de Fábio José Bechara Sanchez, secretário adjunto da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), ligada ao Ministério do Trabalho. Segundo ele, dados preliminares de um levantamento que está sendo feito pela Senaes apontam um aumento de quase 100% na quantidade de pessoas ocupadas e também no número de iniciativas de economia solidária nos últimos quatro anos.

Na última pesquisa sobre o tema organizada pela Senaes, em 2007, existiam cerca de 22 mil organizações de trabalhadores coadministrando um negócio. Essas organizações ocupavam aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Ceará e da Bahia.

Já em 2011, além dos 3 milhões trabalhadores envolvidos nesses empreendimentos, a quantidade de iniciativas deve chegar a 40 mil. “Parcialmente, já dá pra ver que a economia solidária continua crescendo quantitativamente e qualitativamente”, diz Sanchez.

Marcelo Khedi Gomes Rodrigues, secretário-geral da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários (Unisol Brasil), confirma o crescimento. Diz também que o aumento ocorre em todo país, distribuído por vários os setores da economia.

Só a Unisol Brasil, que assessora a criação de cooperativas, já tem 700 organizações associadas, nos 27 estados brasileiros e divididas em dez atividades: da agricultura familiar à reciclagem; da construção civil ao artesanato; da confecção à apicultura.

A economia solidária está crescendo muito, principalmente em estados do Norte e Nordeste”, complementa Rodrigues. “Primeiro, ela apareceu como alternativa ao desemprego, mas já vemos pessoas aderindo a organizações por opção, por acreditar nas perspectivas.”

Paulo Sérgio Rodrigues, de 35 anos, é um dos que preferiu a economia solidária. Ele é um dos fundadores da Cooperativa União Ambiental e Artesanal Mofarrej, que faz coleta seletiva de lixo na região oeste de São Paulo. Há menos de um ano trabalhando em associação com outros catadores, ele afirma que não pensa em voltar para o mercado de trabalho formal.

Já fui convidado para trabalhar na construção civil e em transportadora”, conta Paulo. “Estou aqui porque eu acho que vai dar certo. Alguns já desistiram, mas eu acredito”, destaca.

A Cooperativa Mofarrej surgiu com 35 catadores e, atualmente, tem 22. Essas pessoas dividem as tarefas de coletar, separar e vender lixo que pode ser reaproveitado. Juntos, conseguem faturar mais porque negociam um volume maior de material, sem intermediários.

Segundo Paulo, os cooperados dividem os lucros obtidos de acordo com as horas trabalhadas, independentemente da função que cada um desempenha na cooperativa. Hoje, eles ganham cerca de R$ 600 por mês – quantia acima do novo valor (de R$ 540) previsto no Orçamento para o salário mínimo – e bem mais do que conseguiriam ganhar sozinhos. “Sem a cooperativa, a gente tirava uns R$ 200 por mês”, diz Paulo. “Aos poucos, as coisas vão melhorando e a gente vai ganhando um pouquinho mais.”

Edição: Talita Cavalcante

24/01/2011

Cooperagrepa: Orgânicos em expansão com agricultura familiar

A história da Cooperagrepa tem seu início com a forte mobilização por novas alternativas de geração de renda no campo. Impulsionada, inicialmente, pelo setor educacional, através das Secretarias Municipais de Educação de 7 municípios organizados pela Fundação Intermunicipal de Ensino Superior do Norte Mato-Grossense – FIESUN-MT, seus primeiros passos foram a busca de conhecimento de outras experiências protagonizadas por agricultores e agricultoras familiares.

Em 2002, após tomar conhecimento da experiência da AGRECO, em San

ta Rosa de Lima – SC, através do Sr. Wilson Schimidt, a FIESUN/MT e parceiros (SEBRAE, Prefeituras Municipais, Cooperativas, Prefeitos, vereadores, agricultores, jornalistas, entre outros) organizou uma Missão Técnica para conhecer a referida entidade. A missão teve grandes resultados e os participantes voltaram animados para a implantação de um projeto similar na região Norte do Estado de Mato Grosso.

A partir dessa missão, foram realizados vários encontros com a

gricultores e agricultoras dos 7 municípios, até a elaboração dos principais eixos de uma proposta para elaboração do “Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável”, documento que compartilhou as idéias dos agricultores, a experiência da AGRECO e a análise e sistematizado do Sebrae e FIESUN-MT.

Durante o ano de 2002, na Cidade de Guarantã do Norte, mais de 400 agricultores decidiram criar a AGREPA – Associação dos Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia, nome já aprovado em reuniões anteriores. Nessa mesma data foi escolhida que a sede seria em Terra Nova do Norte, assim como a criação de uma Comissão Provisória para discutir o Estatuto Social da entidade.

As reflexões e a necessidade de abrangência da entidade – produção, certificação, industrialização e comercialização bem como a análise da legislação vigente, indicaram a necessidade de criação de uma cooperativa.

O trabalho de mobilização continuou até a data da cria

ção da Cooperativa de Agricultores Ecológicos do Portal da Amazônia – Cooperagrepa, no dia 20 de agosto de 2003.

A partir de então, com grande apoio do parceiro SEBRAE, foram

definidas uma série de estratégias focadas na produção orgânica certificada, implantação de uma rede de agroindústrias de pequeno e médio porte e a comercialização nos mercados institucionais (merenda escolar nas escolas públicas da região de abrangência da Cooperativa) e conhecimento do mercado nacional e internacional de produtos.

No ano de 2004, a Cooperagrepa e seus sócios receberam o primeiro Certificado de produtos orgânicos, da certificadora ECOCERT Brasil.

Nesse mesmo ano, com apoio do MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Cooperagrepa apresentou seus produtos certificados na BioFach América Latina, realizada na cidade do Rio de Janeiro e em 2005, participou da BioFach Alemanha.

Foi a partir da divulgação e participação da Cooperagrepa nessas duas feiras que teve início os primeiros contatos com a Multikraft – Áustria, empresa parceira na concretização da primeira exportação da Cooperagrepa.

No ano de 2006, com apoio da MDA e MMA-PDA, a Cooperagrepa participou como entidade convidada da uma Assembléia Geral da Cooperativa Sem Fronteiras, realizada na Costa Rica. A participação da Cooperagrepa nesse evento resultou na aprovação e filiação da Cooperagrepa como sócia da “Cooperativas Sin Frontera Internacional”, durante uma Assembléia Geral da entidade, realizada em Talamanca – Costa Rica, no ano de 2007. Atualmente, a Cooperagrepa é sócia-fundadora da “Cooperativas Sem Fronteias – Brasil

Parceiros:

SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas

FUNDAÇÃO DOEN – Holanda

MMA – Ministério do Meio Ambiente

MDS – Ministério de Desenvolvimento Social

MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário

COOPERATIVA SEM FRONTEIRAS

Outras parcerias:

FIESUM – Fundação Intermunicipal de Ensino Superior do Norte Mato-Grossense

TERRITÓRIO DA CIDADANIA PORTAL DA AMAZÔNIA

BANCO DO BRASIL – BB

INSTITUTO OURO VERDE – IOV

INSTITUTO CENTRO DE VIDA – ICV

COOPERNOVA – Cooperativa Agropecuária Mista Terranova

EMPAER – Empresa de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural

SENAI – Sistema Nacional de Apoio à Indústria

INSTITUTO VENTURA

FUNDAÇÃO BANCO DO BRASIL

PREFEITURAS MUNICIPAIS: Novo Mundo/MT, Carlinda/MT, Terra Nova do Norte/MT, Matupá/MT, Nova Guarita/MT, Marcelândia/MT, Nova Santa Helena/MT, Guarantã do Norte/MT, Alta Floresta/MT.

Fonte: Bio AGREPA

16/01/2011

Central de Cooperativas Apícolas do Semi-árido Brasileiro – Casa APIS

Casa APIS

Inaugurada, em Picos (PI), a Central de Cooperativas Apícolas do Semi-árido Brasileiro – Casa APIS. O empreendimento atenderá diretamente cerca de 1.500 apicultores em 34 Municípios, e terá a função de agregar 10 cooperativas dos estados do Piauí e Ceará, beneficiando e processando aproximadamente 2.000 toneladas de mel por ano.

Os objetivos da Casa APIS estão em sintonia com as metas do Centro Tecnológico da Apicultura (CTA), ora em implantação. Os dois empreendimentos representam um grande passo na implantação do Pólo Apícola no Município de Picos e na apicultura piauiense como um todo. Enquanto o CTA garantirá a qualidade e a rastreabilidade dos produtos, seja na classificação, sistematização de processos e materiais ou funcionando como agente difusor das tecnologias de manejo e boas práticas de exploraçãoa, a Casa APIS atuará diretamente no processo agroindustrial, beneficiando, envasando e comercializando o mel. Com essas ações será agregado valor ao produto, direto na origem, diminuindo assim a ação dos atravessadores e aumentando a renda dos produtores, principalmente da agricultura familiar.

Na inauguração da Casa APIS, participaram o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; o governador do Estado do Piauí, Wellington Dias; além de prefeitos, secretários e representantes de associações de apicultores, técnicos e instituições de apoio e fomento, tais como a Codevasf, Sebrae, Emater, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e outras instituições.

Cooperativismo

A cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns.

Existem aproximadamente 7,5 mil cooperativas registradas na Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), congregando 5,3 milhões de cooperados e 171 mil pessoas empregadas. Essas cooperativas respondem por 30% de toda produção nacional de alimentos e 4,8% das exportações do agronegócio. Apenas no ramo das cooperativas agropecuárias, o faturamento fica em torno dos R$ 25 bilhões/ano, ou cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB).

A cooperativa é definida como uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de uma empresa de propriedade coletiva e democraticamente gerida. Os próprios associados, seus líderes e representantes têm total responsabilidade pela gestão e fiscalização da cooperativa.

Fonte: http://www.codevasf.gov.br/noticias/2007/inaugurada-casa-apis-no-piaui/

14/01/2011

COOPERATIVAS: sobre FORMIGAS e GAFANHOTOS

Arquivado em: Cooperativismo, Economia Solidária — Tags:, — cadoz @ 21:03

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Por cassiobomfim – Publicado dia 25 de junho de 2009 às 20:52

Fabio Ock conversa com JOSÉ LUIZ ARAUJO da incubadora de Cooperativas da FGV para entender melhor o assunto; segue para um a Uniforja que pratica auto-gestão e fala com JOSÉ DOMINGOS DOS SANTOS e JOÃO LUIZ TROFINO; e por fim conhece VÂNIA MIQUELIN do MICC, uma associação de fomento a cooperarivas. No estúdio, Virgínia Nowicki debate com VANESSA MOREIRA SÍGOLO, Coordenadora do NESOL/USP e LUIGI VERARDO, Assessor de Relações Institucionais da Anteag.

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